Até
setembro (2014), a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da
Bahia (Sepromi) está promovendo o ‘Ciclo de Debates – Terreiros de Candomblé’
no auditório Kátia Mattoso da Biblioteca Central dos Barris, em Salvador. A
iniciativa é promovida em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e
Cultural (Ipac), com apoio da Fundação Pedro Calmon (FPC) e o Centro de
Culturas Populares e Identitárias (CCPI), instituições vinculadas da Secretaria
de Cultura do Estado (SecultBA).
“Esta é
uma ação inédita no Brasil, já que até hoje os terreiros brasileiros se
beneficiaram somente o ‘tombamento’”, explica a diretora de Preservação do
Patrimônio Cultural (Dipat) do IPAC, Etelvina Rebouças Fernandes. Segundo ela,
o tombamento se atém apenas à importância física e arquitetônica das áreas dos
terreiros, não contemplando a carga simbólica e imaterial própria das
atividades do candomblé. “Além de contemplar as duas vertentes, o ‘Registro
Especial’ também permitirá a criação de um Plano de Salvaguarda que auxilia na
proteção desses espaços sagrados por um tempo contínuo”, disse Etelvina.
PROTEÇÃO
– O pai de santo Tatá Anselmo, do Terreiro Mocambo, do bairro Trobogy-Paralela,
fez questão de opinar: “O evento é importante para discutir o significado real
do tombamento para os terreiros. O conceito atual se mostra muito ‘embraquecido’;
nos sentimos à margem da sociedade”, alertou. Para ele, com o ‘Registro
Especial’, o Estado reconhece que o terreiro é um sítio religioso, com proteção
ambiental e arqueológica.
Já o babalorixá
Balbino Daniel de Paula, do Terreiro Egungum Omó Agboulá, da Ilha de Itaparica,
disse que o ‘Registro Especial’ deve ser levado a outros terreiros, para fortalecer
a ideia como salvaguarda. “As discussões nos levam a um processo de construção,
criando novos entendimentos para melhorar a qualidade do registro”, disse.
Neste
primeiro encontro, estiveram presentes a diretora do CCPI, Arany Santana,
representando o Secretário de Cultura, Albino Rubim, o secretário executivo da
Comissão Estadual de Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais, Maurício
Reis, e a coordenadora executiva de Políticas para Comunidades Tradicionais da
Sepromi, Maria Teresa Gomes. Do Ipac, participaram das mesas de discussão a
diretora geral, Elisabete Gándara, o gerente de Patrimônio Imaterial, Roberto
Pellegrino, a gerente de Patrimônio Material, Nara Gomes, e a antropóloga Nívea
Alves.
Informações
sobre a nova proposta de ‘Registro Especial’ para os terreiros baianos são
disponibilizadas pela Dipat/Ipac via telefones (71) 3117-7496 e 3117-7498, ou
endereço dipat.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado
ainda no site www.ipac.ba.gov.br, via o Facebook Ipacba
Patrimônio e o Twitter @ipac_ba.
Jornalista responsável Geraldo
Moniz (DRT-BA 1498)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo -
DRT-BA nº 1907)
Texto-base: estagiária Ully Gomes
Fonte: Assessoria de Comunicação
– IPAC – em 21.08.2014
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