A Bahia realiza transplantes de osso, córnea, medula óssea, e órgãos
como fígado e rim. Em breve, os pacientes que precisam de transplante cardíaco
também não vão precisar sair do estado. O Ministério da Saúde credenciou o
Hospital Ana Nery (HAN), no bairro da Caixa D’Água, em Salvador, para iniciar o
procedimento. A unidade de saúde está em fase de estruturação e treinamento dos
profissionais, além de aguardar a autorização para realizar transplante de
pulmão.
Para viabilizar mais procedimentos como este na Bahia, sem a necessidade
de recorrer a outros estados, a Secretaria da Saúde (Sesab) pretende implantar
um Banco de Multitecidos (pele, osso e válvulas cardíacas), que será financiado
com recursos do Ministério da Saúde. “O banco está em fase de estudo. A gente
está tratando do projeto arquitetônico e definindo o local onde será
instalado”, explica o coordenador estadual do Sistema de Transplantes, Eraldo
Moura.
O Hospital Ana Nery também é o único hospital público do Estado que faz
transplante renal (adulto e pediátrico). O número de procedimentos na unidade chega
a 60 por ano. O hospital ainda realiza serviços de hemodiálise e diálise
peritoneal, com atuação de uma equipe formada por médicos, enfermeiros,
nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e técnicos de enfermagem.
Doações
O rim saudável pode ser doado por uma pessoa viva ou falecida. Mas, de
acordo com a médica Fátima Gesteira, coordenadora de transplante pediátrico do
Ana Nery, a demanda atual é maior que o número de doações. “A Bahia é um dos
estados que possui o menor número de doadores. Se a oferta fosse maior, nós
faríamos mais procedimentos”.
Segundo a Secretaria da Saúde (Sesab), o índice de negativa das famílias
à doação de órgãos chega a 70% no estado. O desconhecimento da população sobre
o processo de doação e transplante é apontado com a principal explicação para o
número.
Diante deste quadro, a Associação Bahiana de Medicina (ABM), em parceria
com a Sesab, promove o congresso 'Transplante de Órgãos e Tecidos' até este
sábado (27), na sede da ABM, em Ondina. No domingo, a partir das 8h, haverá a
‘Caminhada pela Vida’, saindo do Cristo em direção ao Farol da Barra.
Segundo Eraldo Moura, há quatro anos, o índice de rejeição era 10%
maior. “Temos feito ações educativas de conscientização da população e cursos
de capacitação para os profissionais que atuam na área da saúde. A gente também
dispõe de aeronave para a captação e transporte de órgãos para o interior do
estado. As cidades maiores já realizam transplantes e o número de doadores vem
aumentando”.
Fonte: Secom - Secretaria de Comunicação Social

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