Até o próximo mês novembro (2014) a Escola
Parque, localizada no bairro da Caixa D’Água, em Salvador, vai ser palco de um
projeto inovador de Visitas Guiadas. Centenas de alunos e professores terão
ações de sensibilização e conscientização para conhecer a importância de
painéis, murais, afrescos e telas modernistas que foram restauradas e entregues
pelo governo estadual, no último dia 10 de outubro, no mesmo local.
“Mesmo após a semana de Arte Moderna de 1922,
a Bahia ainda estava apegada às tradições impressionistas e clássicas, e os artistas
Carybé, Maria Célia Calmon, Carlos Bastos, Djanira Motta, Jenner Augusto e Carlos
Magano se uniram para formar um grupo de Arte Moderna na Bahia, causando grande
reação local. Hoje, eles são grandes nomes nacionais e internacionais. A Escola
Parque tem um acervo único e de grande qualidade”, ressalta o especialista.
PRESERVAR – Segundo a assessora técnica do IPAC, Milena Rocha, antes do restauro
foram detectados atos de destruição e vandalismo nas obras de arte, o que fez
com que a Secretaria de Educação (SEC), em parceria com a SecultBA/IPAC fizesse
proposta de uma ação continuada de preservação. Para restaurar os painéis foram
investidos R$ 896 mil com recursos do Tesouro estadual – incluindo o lançamento de
um livro sobre a Escola Parque.
“Ninguém protege o que não conhece; por isso,
o primeiro passo é conhecer e vivenciar a história da arte na Bahia, o
brilhantismo das personalidades da época, como Anísio Teixeira – criador da
Escola Parque –, os artistas envolvidos e Diógenes Rebouças – autor do projeto
arquitetônico-urbanístico –, entender o processo criativo de um artista e a
magnitude universal da obra de arte”, diz Milena.
Além do Projeto Visitas Guiadas, a
SecultBA/IPAC deverá promover Oficinas de Cerâmica para que crianças e
adolescentes vivenciem o processo de criação de um painel. “A ideia inicial é
que cada um produza peças de 20cm X 20cm, ou 40cm X 40cm, para que formem
depois um grande mosaico que será a memória física desse aprendizado”, completa
a assessora do IPAC. Milena Rocha lembra que essa será uma experiência piloto,
mas, que pode se tornar um projeto permanente para 2015, a partir dos seus
resultados.
RIO BRANCO - O IPAC já desenvolveu Visitas Guiadas em outros locais. As obras de
restauro do Prodetur NE 2 que recuperaram as igrejas do Boqueirão, Rosário dos
Pretos e Pilar, e a Casa das Sete Mortes, já haviam sido locais de visitação de
estudantes, professores e até turistas, de 2009 a 2011. “Nessa experiência,
guiada por restauradores com mais de 30 anos de profissão, mostrávamos os
detalhes estilísticos e construtivos de cada edificação, além das etapas da
restauração”, lembra a assessora-chefe da Assessoria Técnica (Astec) do IPAC,
Margarete Abud.
Segundo Margarete, o projeto obteve tanto
sucesso que se tornou permanente no Palácio Rio Branco – sede da SecultBA –
também restaurado pelo IPAC via Prodetur NE 2. Mais informações sobre o Projeto Visitas Guiadas do
IPAC podem ser obtidas via telefone (71) 3117-7497. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br, o Facebook Ipacba Patrimônio e o
Twitter @ipac_ba.
Jornalista
responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
Entrevistas:
Ully Gomes e Jenypher Pereira (estagiárias de jornalismo)
Foonte:
Assessoria de Comunicação – IPAC
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