A Festa D’Ajuda que acontece anualmente, em Cachoeira, no Recôncavo
baiano, pode se tornar o próximo Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia. As
pesquisas já foram finalizadas e um dossiê foi enviado para o Conselho Estadual
de Cultura da Bahia (CEC). A responsabilidade do trabalho é de uma equipe
multidisciplinar do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC),
autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), formada por
sociólogos, historiadores, fotógrafos, dentre outros profissionais.
Segundo a tradição a festa ocorre desde início do século XIX, como uma
data móvel, entre outubro e novembro. Os festejos iniciaram-se a partir da
capela de mesmo nome inicialmente devotada à Nossa Senhora do Rosário e,
depois, com a transferência para a atual matriz, à Nossa Senhora D’Ajuda.
PATRIMÔNIO DO BRASIL – De acordo com o
diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, a capela está no Largo da Ajuda,
no cume de uma pequena colina no centro da cidade, com acesso por três ladeiras
em sentidos opostos. “A capela integra o Centro Histórico da cidade e é tombada
individualmente como Patrimônio do Brasil desde 1939 através do IPHAN/MinC”, explica.
Ele ressalta que é uma edificação do século XVII, entre 1595 a 1606, e que sua
característica mais importante é a capela-mor recoberta por cúpula.
A Festa D’Ajuda tem liturgia Católica em adoração a Nossa Senhora. As
festividades têm início com o Pregão do Bando Anunciador, grupo de cavaleiros
ornados que em suas montarias tocam instrumentos de sopro metálicos, clarins e
cornetas, anunciando a passagem do tradicional cortejo. O pedido para se
pesquisar a Festa D’Ajuda foi feito pelo Centro de Estudos Raízes do Recôncavo
e pela Irmandade de Nossa Senhora D’Ajuda.
DECRETO – “Acompanhamos a
manifestação e suas celebrações, realizando estudo etnográfico, de observação,
coletas de imagens, depoimentos e escolha de iconografia que enriquecessem o
processo para a elaboração do dossiê”, relata o gerente de Patrimônio
Imaterial (Geima) do IPAC, Roberto Pellegrino. O dossiê do IPAC descreve
aspectos históricos, culturais, sociais, econômicos e políticos. Após votação
no Conselho o dossiê é enviado ao secretário de Cultura, que o encaminha ao
Governador que o aprova ou não. Caso positivo, é publicado decreto do
governador no Diário Oficial do Estado.
Através das pesquisas do IPAC outras manifestações foram aprovadas pelo
CEC como Patrimônios Imateriais. Dentre os bens culturais já registrados pelo
Estado, o IPAC já pesquisou a Festa de Santa Bárbara, Desfile de Afoxés,
Carnaval de Maragojipe, Festa da Boa Morte, Ofício de Vaqueiros, dentre outros.
O IPAC também produziu livros sobre cada um desses bens, disponíveis
para download gratuito no link http://www.ipac.ba.gov.br/publicacoes-para-download/cadernos. Saiba mais no site www.ipac.ba.gov.br, no Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e
via o Twitter ‘@ipac_ba’.
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão
(DRT-BA nº 1498)
Texto-base: Ully Gomes (estagiária de jornalismo)
Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC
Nenhum comentário:
Postar um comentário