terça-feira, 7 de julho de 2015

Conjunto urbanístico da cidade histórica de Palmeiras (Chapada Diamantina) pode ser tombado pelo Ipac

Técnicos estiveram no local para mapear obras e estruturas

Arquitetos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC-BA) realizaram uma visita técnica na terça-feira (15 de junho) na cidade de Palmeiras, região da Chapada Diamantina. O objetivo era analisar os critérios de singularidade e excepcionalidade para tombar definitivamente o conjunto urbanístico da cidade histórica, localizada a 336 km de Salvador.

O município de Palmeiras recebeu tombamento provisório pelo Ipac em agosto do ano passado. Agora, os técnicos do Ipac, Lígia Larcher, da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DIPAT) e José Carlos da Matta, da Diretoria de Projetos (DIPRO), com o apoio de instituições e população da região, estão registrando, identificando e reconhecendo as obras e estruturas passíveis de tombamento. Para isso, estão sendo adotados parâmetros criteriosos como a originalidade, a importância histórica, o território identitário, mérito e o valor, que definirão o que pode ou não tornar-se patrimônio cultural.

Os bens tombados na área urbana de Palmeiras terão reconhecimento por parte do governo e podem receber financiamentos públicos para restauração e conservação, além de oferecer para a comunidade um traço original, peculiar e singular que os difere de outras localidades, impulsionando também o turismo da região. Diante de tantos pedidos dos cidadãos através da Prefeitura de Palmeiras, tivemos que tombar provisoriamente a cidade e agora nossos técnicos farão um recorte para saber o que é realmente passível de tombamento, afirma Hermano Queiroz, diretor da DIPRO.

História - A cidade é considerada a caçula das “Lavras Diamantinas”, ou seja, lugares que historicamente fizeram parte do circuito do extrativismo dos diamantes na região, assim como Lençóis, Mucugê e Andaraí, já tombadas como patrimônio cultural do Estado.  A única cidade que não foi tombada totalmente é Palmeiras e ela também possui praticamente as mesmas características e importância histórica das demais cidades”, salientou Queiroz.

A cidade concentra sua atividade econômica na exploração de diamantes, carbonatos, cristal de rocha e calcário, e conserva intacto o importante casario histórico, facilmente observado no Palacete dos Alcântaras, na Prefeitura Municipal, na Igreja Matriz do Bom Jesus e nas diversas capelas e casarões.

Palmeiras também é reconhecido por ser a porta de entrada para o Vale do Capão, um dos principais destinos da Chapada Diamantina. Também está próxima de importantes atrativos naturais, como o Morro do Pai Inácio e o Morro do Camelo, além dos Sítios Arqueológicos do Matão, da Serra Negra e do Poço dos Impossíveis. Outros atrativos que integram o município são os casarios coloniais, como o Museu da Cidade. Além disso, uma das maiores festas de Carnaval da Bahia acontece em Palmeiras.

Outras informações sobre o tombamento da cidade de Palmeiras podem ser obtidas na Diretoria de Projetos e Obras (Dipro) do IPAC, via telefone (71) 3116-6731, ou emaildipro.ipac@ipac.ba.gov.br. Mais informações sobre projetos, programas e obras do IPAC no site www.ipac.ba.gov.br, no facebook Ipacba Patrimônio e no twitter @ipac_ba

Crédito Fotográfico lei nº 9610/98: José Carlos Matta
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
Texto-base: jornalista Cleide Nunes (DRT-BA nº2750)

Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC, em 30/06/2015


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