Construído
em 1912 pelo comendador Bernardo Martins Catharino, projetado pelo arquiteto italiano
Baptista Rossi e tombado como Patrimônio Cultural da Bahia em 1986, o famoso palacete
do bairro da Graça que tem nome do seu proprietário, em Salvador, será ocupado
pelo Balé do Teatro Castro Alves (BTCA). "Estamos realizando visitas ao imóvel;
a ideia é usar performances artísticas dos bailarinos em pontos desse precioso
espaço", informa o diretor do BTCA, Antrifo Sanches.
COMPLEXO CULTURAL - A proposta do BTCA é apresentar
a dança em forma de mostra museológica em vários ambientes do imóvel. "Essa intervenção
artística faz parte do Projeto #MusEuCurtoArte realizado em parceria com a
Fundação Cultural (Funceb)", diz João Carlos. Já aconteceram apresentações no
Museu de Arte da Bahia (MAB, Corredor da Vitória) e nos jardins do Palacete,
sendo agora a vez do casarão de 103 anos.
Os
dançarinos e o diretor do BTCA visitaram o Palacete no último dia 4 (agosto,
2015). "Discutimos cenas e avaliamos aspectos como espaços, iluminação e
sonorização", relata Antrifo Sanches. Segundo ele, não serão apresentações em
palco italiano como o público está acostumado. "A ideia é que ao longo de duas
horas o público percorra vários cômodos do palacete, apreciando os bailarinos
da mesma forma que fariam em exposição de telas ou esculturas", informa
Antrifo.
Para o
diretor do IPAC outra atração especial do complexo cultural é a união de dois
estilos arquitetônicos. "Enquanto o casarão de 1912 é eclético, o pavilhão de
exposições, ao fundo do terreno, tem linhas contemporâneas com concreto, metal,
madeira e vidro", lembra João Carlos. A autoria da sala contemporânea é dos
arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, este último discípulo da ítalo-brasileira
Lina Bardi (1914-1992). Ambos também restauraram o palacete. O projeto ganhou o
1º lugar na Bienal de Arquitetura da Venezuela (2006).
RIQUEZA - "O casarão tem ornamentos e
pinturas parietais com cenas românticas e naturezas mortas, forros do teto em
painéis, com pinturas de anjos, folhas, flores e pássaros, e douramento na Sala
Napoleão, ornada com águias", exemplifica o diretor do IPAC sobre a riqueza do
imóvel. Outras características são os símbolos maçônicos, já que Catharino, Rossi
e Cercelli eram maçons, os vitrais de N. S. da Conceição, pisos em parquet,
mármore e ladrilho hidráulico. "Ainda existe um elevador francês do início do
século XX", completa João Carlos.
Informações
sobre tombamentos, na Gerência de Patrimônio Material (Gemat) do IPAC via
telefone (71) 3116-6742 e endereço gemat.ipac@ipac.ba.gov.br.
Sobre o Palacete no site www.palacetedasartes.ba.gov.br
e telefone (71) 3117-6997. Sobre BTCA, www.tca.ba.gov.br
e Funceb www.fundacaocultural.ba.gov.br.
Dados sobre os projetos e obras do IPAC, acesse www.ipac.ba.gov.br, o
facebook 'Ipacba Patrimônio' e o twitter '@ipac_ba'.
Jornalista responsável Geraldo Aragão
(DRT-BA nº 1498)
Fonte: Assessoria de Comunicação - IPAC
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